terça-feira, 10 de agosto de 2010

Construções.

Cada palavra que falo, escuto teu som
Cada gesto que faço, lembro dos teus versos
Cada gente que passa, recordo da tua voz
E em cada noite que chega, me vejo preso ao teu poema

Não seja tão sincera. Espera, que as águas vão correr para o moinho.
Não me ensine a desapaixonar por você. O tempo sempre me conduziu a isso.
Não se precipite, nem se atemore. Ainda tenho confiança em ti.
E por mais que essa confiança cristalize,
Até o mais puro cristal se recusa a quebrar.

Ah! Se eu pudesse navegar pelo ares da tua obscuridade...
Perceber o valor que tive dentro de teus mares, ares...
Decifrar os inúmeros detalhes, milhares,
Que me provocaram pensamentos mil, vis...
Alguns até sem necessidade.

Porque em cada palavra que vejo, sinto o calor.
Em cada segundo passado, retorna o temor.
Aquelas músicas tocadas, elas trazem furor...
É o fogo, sem usar o meu aquecedor.

E a calmaria se tornou algo que me incomodou.
Águas transformaram-se em chamas
O doce mel virou veneno eliminador.
E o amor me viciou.